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Como investir dinheiro? Guia – 1ª Parte

Talvez pela falta de uma formação cultural e financeiras adequadas, boa parte dos brasileiros sequer pensam sobre investimentos e outros que pensam têm várias dúvidas sobre como investir dinheiro, principalmente quando consideram que tem pouco dinheiro.

Grandes investidores possuem profissionais para gerirem seu patrimônios. Nós, “pessoas normais”, temos, ou pelo menos deveríamos ter, a tarefa de conciliar nossa administração financeira com as outras tarefas do cotidiano. Eu sei que isso nem sempre é fácil, por essa razão vou criar uma sequencia de dois posts que vão desde a organização financeira, mentalidade de investidor para, enfim, falar sobre como investir seu dinheiro da maneira correta.

Gosto de falar que tornar-se um investidor é uma etapa posterior à organização financeira. Sem uma organização financeira e um plano financeiro definido, sua vida poderá ser formada por bons e maus investimentos e vários ganhos e perdas de dinheiro. Isso não é o ideal. A meta deve ser um crescimento financeiro constante.

Muitos dos meus leitores aqui do blog já compartilharam suas experiências com vários investimentos. Por vezes eles obtêm ótimos ganhos e em outras oportunidades algumas perdas. Será que isso é por conta dos investimentos em si ou pelo fato desses investimentos não estarem inseridos em um plano maior?

Como investir dinheiro
Como investir dinheiro

Investimentos devem ser utilizados visando um crescimento financeiro, ou seja, ano que vem você tem que analisar seu patrimônio e ver que ele está maior. Daqui a dois anos, ele deve estar ainda maior do que ano que vem. Daqui a cinco anos maior ainda e assim por diante. Esse deve ser o plano.

Em razão disso, mesmo o blog já estando no ar há anos e eu já tendo tratado de diversos tipos de investimentos isolados, achei que seria importante criar um conteúdo mais completo, um guia que pudesse servir tanto para os investidores iniciantes como para os que já tem alguma experiência.

A intenção dessa sequência de dois posts é  servir quase como um “passo-a-passo” de como investir dinheiro, para você tornar-se um investidor efetivo e, por fim, alcançar a liberdade financeira.

Neste primeiro post, falarei sobre organização financeira.

Como investir dinheiro

1º Passo – Organização Financeira

Pois bem, ser um investidor é uma condição posterior à organização financeira. Como disse antes, sair investindo de maneira isolada e alheia a um plano financeiro definido, quase que invariavelmente leva ao insucesso.

Por essa razão conscientize-se: você precisa de um projeto financeiro para sua vida. A organização e os investimentos farão parte desse projeto, não podem ser coisas isoladas.

Sobre a organização financeira tentarei ser o mais conciso possível, contudo, abordando os pontos importantes.

O primeiro ponto é: você sabe exatamente o quanto ganha? Você sabe exatamente o quanto gasta?

Pense na sua vida financeira como a de uma empresa. Você tem que dar lucro!

Para fazermos nossa empresa pessoal dar lucro, é de extrema importância termos controle sobre nossa finanças.

Como organizar o orçamento pessoal?

Pois bem, tentarei ser o mais direto e didático possível. Planejamento é algo que se faz antes do evento acontecer. Em se tratando de orçamento isso também vale, se estamos no mês de janeiro devemos ter, pelo menos, o orçamento do mês de fevereiro já pronto.

Quanto ao orçamento mensal, eu gosto de trabalhar com uma antecedência de dois meses. Ou seja, se estou em janeiro, em minha planilha, já possuo o orçamento dos meses de fevereiro e março. Logicamente alguns eventos podem alterar o orçamento planejado, contudo, é importante já ter o básico.

Estou falando aqui de orçamento pessoal mensal, ou seja, o que você ganha e gasta todo mês. O seu dia a dia.

Não há o que se falar de investimentos se você não tem o controle do seu orçamento, isso é o básico. Para quem ainda não tem, é uma boa hora para começar não é mesmo? Vamos lá então!

Primeiro, defina exatamente qual é a sua renda efetiva, ou seja, quanto de dinheiro você tem disponível para gastar todo mês.

Para assalariados

Quem é assalariado sabe que você tem o salário bruto e alguns descontos. Seu salário bruto menos os descontos é o seu salário líquido, ou seja, o que você efetivamente recebe na sua conta.

Para fins de controle orçamentário, o que importa é seu salário líquido, afinal esse é o dinheiro que você tem para gastar.

O planejamento financeiro do assalariado, quantos aos ganhos, é bastante simples, pois, em condições normais, você sabe exatamente quanto receberá de salário. Alguns meses específicos você terá rendas extras como férias e 13º. Isso também deve estar no planejamento.

Para não assalariados

Para quem é empresário ou exerce qualquer atividade que não tenha salário fixo, o ideal é adotar o conceito de “viver com o dinheiro do mês passado”.

Tem gente que, erroneamente, vai passando o mês com o dinheiro que está recebendo durante o próprio mês. Isso é um erro pois compromete qualquer planejamento sério.

O conceito de viver com o dinheiro do mês passado é simples. O dinheiro que eu ganhar em janeiro deve ser utilizado para seus gastos de fevereiro. O dinheiro que eu ganhar em fevereiro deve ser guardado e utilizado em março e assim por diante.

Na verdade você pode empregar essa técnica utilizando o dinheiro ganho há dois, três  ou mais meses, aí vai de cada um. Quanto maior o prazo entre o recebimento e o uso do dinheiro, melhor o planejamento. O importante é não usar no mês o que você recebe no próprio mês.

Utilizando essa técnica fica bem mais fácil programar o orçamento. Por exemplo: se no mês de janeiro você retirou de lucros, pró-labore ou qualquer outro tipo de renda do seu negócio  o valor de R$ 5000,00 líquidos, você deve programar o mês de fevereiro com essa renda. Se no mês de fevereiro você recebeu R$ 4000,00, você deve programar o mês de março com essa renda e assim por diante.

Para quem recebe rendas esporádicas (não mensais) o conceito é o mesmo. Após receber uma quantia, programe os próximos meses baseado no que recebeu.

É importante iniciar o mês sabendo-se exatamente o quanto se pode gastar e não ficar na dependências dos ganhos do próprio mês.

Essa divisão do orçamento “mês a mês” facilita a organização financeira devido a várias obrigações, como contas, por exemplo, normalmente serem mensais.

Defina seus gastos pessoais fixos

Saber quanto se gasta “obrigatoriamente” todo mês é o segundo passo e um dos mais importantes.

Com essa valor calculado, você vai saber o quanto tem “livre” no mês.

Chamo de gastos fixos os que você sabe que terá todo mês como conta de água, luz, telefone, aluguel, financiamentos, estudos etc. Isso varia de pessoa para pessoa, aluguel e financiamento, por exemplo, várias pessoas não têm. Veja na sua realidade qual contas você tem que pagar todo mês.

E quanto aos valores?

Pois é. Se estamos em janeiro, não sabemos exatamente o valor de algumas contas (água por exemplo) que teremos que pagar em fevereiro. Algumas outras, como parcelas de financiamientos, podem ser fixas.

Quanto às que são variáveis, eu recomento, no planejamento, utilizar a mais alta dos últimos três meses. Por exemplo, se estamos em janeiro e nos últimos três meses pagamos de energia R$ 300, R$ 250 e R$ 280, na minha programação do orçamento de fevereiro, eu coloco a energia com o valor de R$ 300, que foi o mais alto dos últimos três meses. Quando eu efetivamente receber a conta em casa, esse valor deve ser atualizado.

Lembrando, planejamento é feito antes das coisas acontecerem, desse forma, eu planejo o orçamento de fevereiro antes de entrar no mês de fevereiro.

Quanto se chega ao mês eu devo saber, exatamente, o quanto tenho para gastar e quanto tenho de contas para pagar.

Montando um orçamento simples

Então, se estamos em janeiro, já devemos ter, no mínimo, o mês de fevereiro planejado. Vou usar aqui um exemplo de orçamento bem simples apenas para explicar conceitos:

Mês  Fevereiro
Remuneração  R$      5.000,00
Gastos
Energia  R$          300,00
Água  R$          150,00
Telefone  R$          150,00
Estudos  R$          600,00
Financiamento  R$          600,00
Cartão de Crédito*  R$          500,00
Resto livre  R$      2.700,00

Trata-se de um orçamento bastante simples para servir somente de parâmetro. Existem diversas planilhas de Excel, programas de computador e apps de celular para montagem de orçamento. Um caderninho com os ganhos e gastos anotados serve igualmente. A ferramenta é o que menos importa, o importante é ter o controle.

Coloquei o asterisco(*) no cartão de crédito em razão de, muito embora esse não seja um gasto fixo, pois você pode usá-lo ou não, quando você vai comprando no cartão em um mês, sabe (ou deveria saber), que esses valores virão na fatura do cartão do mês seguinte. Dessa forma, o que você comprar no crédito em janeiro, deve ser inserido como gastos no orçamento de fevereiro. Embora não seja um gasto obrigatoriamente mensal, a partir do momento que você fez a compra, ele se torna obrigatório.

Esse tipo de planejamento faz você iniciar o mês já sabendo quanto terá disponível para gastar. Não importa se você já pagou as contas ou não.

Se você tem a renda de R$ 5000,00 e os gastos acima descritos, mesmo antes de iniciar o mês e de efetivamente pagar as contas, você já sabe que terá livre para gastar o valor de R$ 2.700,00. Ou seja, iniciando-se o mês você tem a renda de R$ 5000,00, mas sabe que não poderá gastar livremente esse valor, pois, quando terminar de pagar as contas, o que lhe resta são R$ 2.700,00. É com esse valor que você deve “trabalhar” o mês.

*Aqui ainda não falo sobre o valor separado para investimentos, falarei no próximo post.

A importância do resto livre

Como Investir Dinheiro

Como você viu na orçamento acima, o resto livre é o que sobra depois que você paga suas contas obrigatórias.

Antes de se tornar um investidor, você deve ter um resto livre consistente.

Dessa forma, se você está montando seu orçamento e, no final, está ficando no vermelho (gastando mais do que ganha) ou sobrando quase nada de resto livre, você deve resolver esse problema primeiro antes de começar a investir.

Identifique onde está o problema. A melhor forma de fazer isso é passar a anotar os gastos. No final do mês, analise onde gastou seu dinheiro. Certamente perceberá gastos desnecessários.

Quanto ao aumento do resto livre não há mágica: ou você aumenta o que ganha, ou diminui o que gasta (ou ambos).

Cortar gastos é o mais fácil a fazer  e pode ser realizado imediatamente. Contudo, procurar formas de aumentar seus ganhos também deve fazer parte dos seus objetivos.

O que você tem que colocar em mente é que precisa deixar seu orçamento de forma que seu gasto livre seja satisfatório.

Certo, até aqui falei mais sobre organização financeira do que sobre como investir dinheiro não é mesmo? Como o post já está relativamente longo, o conteúdo sobre mentalidade e investimentos ficará para a segunda parte que será publicada nos próximos dias (https://daxinvestimentos.com/como-investir-dinheiro-guia-2a-parte/).

Quem faz parte da lista de leitores não se preocupe, você será avisado por e-mail.

Abraços e até breve!

 

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